Irina caminhava pelos corredores silenciosos do prédio onde os empregados de Renzo residiam. As luzes fracas do início da madrugada desenhavam sombras alongadas nas paredes brancas, e o murmúrio distante da mansão, com sua opulência contrastante, parecia pertencer a outro mundo. Chegou ao seu pequeno quarto, um cômodo aconhegante e pouco iluminado, onde tudo era simples e desgastado pelo tempo. Não havia luxo ali, apenas uma cama de ferro com lençóis limpos e organizados, uma pequena mesa de madeira feita de penteadeira e um criado-mudo antigo ao lado da cama, com um abajour em cima. Irina sentou-se na beirada da cama, o coração batendo com força, enquanto seus pensamentos giravam em torno do que acabara de presenciar. As palavras de Renzo ecoavam em sua mente, a conversa pela qual ele falsamente ameaçava Madison e revelava segredos que ela jamais imaginara: o irmão na Interpol, a manipulação e intrigantemente, a obsessão de Renzo por Madison. Irina sabia que aquilo não podia continua
Maxwell encarava o celular em sua mão, o olhar fixo na tela enquanto o coração martelava contra suas costelas. A mensagem anônima ainda brilhava diante de seus olhos: "Aguarde meu próximo contato dentro dos próximos dias."A identidade do remetente permanecia um mistério. Poderia ser uma armadilha, um jogo de Renzo para dobrá-lo ainda mais. Mas e se fosse real? E se, finalmente, alguém estivesse disposto a trair seu irmão e lhe dar a chance de trazer Madison de volta? Ele respirou fundo, apertando o telefone com mais força do que o necessário. — Algum problema, chefe? — perguntou o hacker ao seu lado, sem tirar os olhos da tela do laptop. Maxwell desviou a atenção do celular e voltou ao motivo de estar ali. Ele não podia se distrair. Ainda precisava daquela maldita lista para cumprir as exigências de Renzo. — Continue. — Sua voz saiu dura, impaciente. O hacker deu de ombros e voltou a digitar no teclado. Os dedos dele voavam sobre as teclas, linhas de código enchendo a tel
Os dias se arrastavam como uma tortura silenciosa. Desde que entregara a lista a Renzo, Maxwell sentia-se à deriva, preso entre a espera e o ódio crescente. Seu irmão ainda não dera novas coordenadas, e o silêncio de Madison doía mais do que qualquer ameaça velada. Ele sabia que Renzo jogava com ele. O desgraçado gostava de ter o controle, de mantê-lo na incerteza, sabendo que a ansiedade corroía sua mente a cada segundo. Maxwell passou a beber mais do que deveria. As garrafas de uísque sobre a mesa da sala de seu apartamento eram a prova disso. As noites eram passadas em claro, o celular sempre ao alcance, esperando uma ligação, uma mensagem, qualquer coisa que o tirasse daquela espera insuportável.Os dias sem sua noiva estavam se tornando insuportáveis. Tendo que mentir para os seus sogros que estava em uma viagem com Madison, pois ela não entrava em contato com eles há quase duas semanas. Isso já era tempo demais até mesmo para Maxwell. Ele enviava mensagens constantemente par
Irina sabia que precisava ser convincente. Se quisesse que seu plano seguisse adiante sem levantar suspeitas, teria que jogar suas cartas com cuidado. Era meio da tarde quando encontrou Renzo no escritório. Ele estava sentado atrás da mesa de madeira maciça, as mangas da camisa branca dobradas até os antebraços, uma taça de uísque ao lado e o olhar focado em um dos muitos documentos espalhados à sua frente. Ela respirou fundo antes de bater levemente na porta já aberta. — Don Renzo… — Sua voz era doce, polida, com a suavidade calculada de alguém que sabia como lidar com ele. Renzo ergueu os olhos lentamente, fitando-a com aquele olhar impassível que sempre a fazia engolir em seco. — O que foi? Irina forçou um sorriso tímido e deu um passo à frente. — Eu queria pedir uma coisa… Algo pessoal. Ele não disse nada, apenas arqueou uma sobrancelha em sinal para que continuasse. — Minha mãe faz aniversário essa semana… E faz muito tempo que não vejo meus pais. Eu queria visi
Em uma sala fracamente iluminada, Madison Bennett, uma professora de piano em uma escola primária, se perguntava o porquê de estar ali. Ela não se lembrava de qualquer inimigo iminente que pudesse raptá-la a luz do dia para fazer qualquer tipo de cobrança. Pois ela tinha plena certeza que não era por dinheiro, visto que, tinha uma vida simples e não vinha de família rica. Madison tentava controlar sua respiração com o intuito de desacelerar as batidas de seu agitado coração. O medo corria em suas veias, ela não conseguia enxergar perfeitamente devido a péssima iluminação do ambiente. Ela não sabia exatamente a quanto tempo estava ali, pois a última coisa que lembra é de um carro preto fechando seu caminho e um homem alto, corpulento e, vestido de preto saindo do carro e indo em sua direção. Logo depois ela apagou e acordou dentro daquele cômodo. Faziam, mais ou menos, 30 minutos que Madison havia despertado e não havia sinal de qualquer outro ser humano dentr
— Então o que você quer comigo? Eu não sou rica, sou uma mulher simples... — Eu quero Maxwell Cross — Sombra a interrompeu. — O Max? O que você quer com ele? Madison agora temeu pela vida de seu namorado ao ver a ira nos olhos de Sombra ao pronunciar o nome de Maxwell. — Ele fez algo que não devia e isso custou a vida de pessoas muito importantes para mim. Agora preciso acertar as contas com ele — disse o homem. — Você vai matá-lo? Madison sentiu um frio correr em sua espinha. Se seu namorado fez algo que custou a vida de pessoas importantes para aquele homem, certamente ele não o deixaria impune. — Oh não — o homem soltou uma risada fraca anasalada. — Eu não teria coragem de matar o meu próprio irmão. — O que você disse? — Madison perguntou incrédula. — Não entendeu, cunhada? Sombra se aproximou da mulher deixando seus corpos bem próximos.
Madison parou de se mover sentindo todo seu corpo se arrepiar e se concentrou no que estava acontecendo. Havia algo duro embaixo de sua bunda a pressionando. Seu rosto tomou um tom avermelhado e começou a esquentar. — Eu sou sua cunhada, seu pervertido — Madison rosnou. O motorista olhou através do retrovisor e segurou o riso, mas voltou a atenção a estrada ao receber um olhar de reprovação do seu chefe. Renzo suspirou fundo antes de responder: — Além disso, eu sou homem. E ter uma mulher rebolando no meu colo é impossível controlar minhas reações naturais como homem — ele disse baixo e rouco. — Então se não quer que eu te foda aqui no banco de trás desse carro, é melhor ficar parada o restante da viagem. A respiração ofegante de Renzo a fez perceber que ele estava se controlando. E isso a fez terminar a viagem totalmente paralisada, tendo seu corpo movido apenas pelo balanço do carro. Assim que chegaram n
Ele ouviu batidas na porta e olhando para a tela do seu computador viu que era seu assistente do lado de fora, então autorizou a entrada: — Entre! A porta se abriu e o homem vestido com um terno cinza chumbo, extremamente alinhado ao seu corpo, entrou naquele cômodo. O som de seu sapato pisando no carpete era o som que mais sobressaia naquele momento. Parando em frente a mesa de Renzo, o homem fez uma leve curva em sinal de respeito e colocou a pasta com documentos em frente ao seu chefe. — Aqui está o relatório dos faturamentos dos nossos cassinos deste mês. Nossos lucros continuam com um crescimento exponencial não só em questão ao faturamento monetário, mas também em relação a sua fama — disse o homem. Renzo pegou a pasta e folheou os documentos por alguns minutos, analisando os dados com atenção a fim de entender a veracidade daquelas informações. — Isso é ótimo, Andrea. Eles estão fazendo um ótimo trabal