CAPÍTULO DEZESSEIS

Subi cada degrau puxando minha perna junto como se fosse um acessório e não uma parte de meu corpo. A dor me fazia ranger os dentes e minhas presas já haviam se recolhido. Eu estava completamente cansada, com fome e morrendo de agonia com um corte aberto acima de meu joelho. 

O cheiro de sangue era vasto e as marcas no chão tornavam claro de onde vinham. 

Assim que subi para o andar de cima, com as luzes do andar de baixo acesas, era tênue as sombras, mas não foi preciso ir muito longe. Encolhido como um móvel quebrado, um lobo cinzento jazia jogado de qualquer jeito. Meus lábios tremeram e meus olhos encheram de lágrimas. Um vento das janelas abertas passou por minha camisa e não suportei ver aquilo. Dean era tudo que eu tinha. Ele não poderia ir assim.

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