O Alfa Darius Blackwood sempre teve o mundo aos seus pés. Temido e respeitado, sua fama de cafajeste e conquistador ecoa por toda a alcateia. Mas, no fundo, ele sempre esperou por sua companheira destinada—mesmo que ninguém acreditasse. Aurora Hale nunca confiou em rumores, mas quando descobre que seu destino está ligado ao Alfa mais perigoso e sedutor da região, sente seu coração vacilar. Ela sempre sonhou com um amor verdadeiro, e a reputação de Darius a faz duvidar que ele seja capaz de lhe oferecer isso. Porém, negar o laço é impossível. O instinto do Alfa clama por ela, seu lobo está à beira da tormenta e ele não suporta vê-la perto de outro. Mas Aurora não se entregará tão facilmente. Se Darius quiser seu coração, terá que provar que o destino não errou ao uni-los. Entre desejo, possessividade e promessas quebradas, até onde um Alfa irá para conquistar sua verdadeira companheira?
Ler maisOs dias seguintes ao resgate de Aurora foram intensos. O vínculo entre ela e Darius estava mais forte do que nunca, como se a ausência e o medo de perdê-la tivessem quebrado qualquer barreira entre eles. Havia uma necessidade palpável no ar, algo que transcendia desejo e se transformava em dependência.Darius não queria mais esconder. Ele não podia.Aurora sentia o mesmo. Por mais que tivesse lutado contra o destino, contra o laço que os unia, agora não havia mais espaço para fuga. Mas isso não significava que tudo seria fácil.O mundo ao redor não aceitaria esse amor sem resistência.A notícia do sequestro de Aurora havia se espalhado rapidamente entre as matilhas vizinhas, e com ela veio o burburinho sobre o Alfa da Lua ter cometido um erro ao não eliminar Elias quando teve a chance. Para os lobos mais tradicionais, permitir que um traidor como ele vivesse era um sinal de fraqueza. Darius sabia que sua alcateia confiava nele, mas também sabia que liderar não significava apenas ser f
xO vento frio da noite cortava a pele de Aurora conforme Darius a carregava para longe da cabana. O cheiro de sangue ainda impregnava o ar, misturado ao perfume amadeirado dele, algo que a fazia se sentir estranhamente segura. Suas mãos se agarravam ao peito do alfa, como se temesse que ele desaparecesse.Darius não soltava uma única palavra. Seus passos eram pesados, firmes, enquanto ele a levava de volta à aldeia. Ela sabia que a luta com Elias o afetara não só fisicamente, mas de um jeito mais profundo, mais primitivo.Afinal, um alfa nunca gostava de ter sua liderança desafiada.A tensão entre eles era quase palpável, crescendo a cada metro que avançavam pela floresta. Aurora sentia o calor do corpo dele contra o seu, sentia o ritmo acelerado de seu coração. Ele estava furioso, mas por baixo da raiva, havia outra coisa—um medo silencioso, uma necessidade desesperada de tê-la ali, sã e salva.Eles finalmente chegaram à casa dele. A porta foi empurrada com força, e Darius entrou, f
A noite se arrastava lentamente dentro da cabana. Aurora mantinha sua expressão dócil, o corpo relaxado enquanto fingia estar rendida à ilusão de Elias. Mas, por dentro, seu coração martelava como um tambor de guerra.Ela sabia que Darius estava perto. Sentia isso na pele, como um trovão prestes a explodir. A marca sutil de seu cheiro na porta era um chamado silencioso, um aviso para o alfa que a reivindicara.Agora, só restava esperar.Elias, por outro lado, estava completamente absorto na fantasia que criara. Caminhava pela cabana com um brilho satisfeito nos olhos, tocando Aurora com ternura, como se já fosse seu.— Amanhã, vamos sair para uma caminhada — ele disse, segurando sua mão. — Quero te mostrar um lago que fica mais ao norte. Lá, podemos começar a planejar nossa nova vida.Ela forçou um sorriso e assentiu.— Eu adoraria.Ele trouxe sua mão aos lábios e depositou um beijo suave.— Estou tão feliz, meu amor. Você finalmente entendeu que pertencemos um ao outro.Aurora escond
Aurora sentia o peso do tempo sobre seus ombros. A cada dia que passava dentro daquela cabana isolada, sua esperança oscilava entre a certeza de que Darius a encontraria e o medo de que Elias fosse longe demais. Ele estava cada vez mais obcecado, cada vez mais certo de que ela era sua.Nos primeiros dias, Aurora resistira. Recusara suas palavras doces, afastara suas mãos, ignorara os sorrisos encantadores que ele tentava lhe oferecer. Mas isso só piorava a situação.Elias não se irritava com sua resistência; ele via isso como um desafio.— Você só precisa de tempo — ele dizia com paciência, segurando suas mãos contra a mesa para que ela não fugisse. — Precisa entender que Darius nunca te trataria com o amor que eu posso te dar.As palavras dele eram veneno. Um veneno que, para sua própria sobrevivência, Aurora precisava fingir que aceitava.Então, no quinto dia, ela mudou de estratégia.Naquela manhã, ela acordou e, pela primeira vez, não se afastou quando Elias se aproximou.— Como vo
Aurora acordou cedo na manhã seguinte, a luz suave do sol penetrando pelas cortinas da janela do seu quarto. Ela se sentia estranha, como se sua mente ainda estivesse presa em um pesadelo que ela não conseguia escapar. As imagens da noite anterior ainda estavam frescas em sua memória. Elias, a luta entre ele e Darius, e, acima de tudo, a tensão que permeava tudo aquilo. A sensação de ser um peão em um jogo que ela não entendia completamente estava consumindo seus pensamentos.Darius estava com ela, como sempre. Mesmo quando ele não estava fisicamente presente, ela sentia a sua presença. Era como se estivesse constantemente vigiando, controlando cada passo que ela dava. Ela não sabia se isso era reconfortante ou sufocante, mas a verdade era que, em algum nível, ela se acostumara com a intensidade do vínculo. Seu coração ainda estava confuso, entre o medo e o desejo, entre a liberdade e a possessividade que ele lhe impunha.Aurora se levantou da cama, vestiu-se e caminhou até a cozinha.
Os dias se arrastaram,não se sabia mais quanto tempo tinha ficado pressa e se Darius realmente a acharia mas Aurora manteve sua atuação impecável. Aos poucos, Elias começou a confiar mais nela. Ele a deixava se mover pelo cômodo com mais liberdade, sem vigiá-la a cada segundo. Era um progresso, mas não o suficiente.Naquela noite, depois do jantar, Elias se levantou e se espreguiçou, observando Aurora com um olhar satisfeito. Estava finalmente achando que tudo estava no seu devido lugar.— Você está se saindo bem, meu amor. Estou feliz que esteja finalmente entendendo seu lugar ao meu lado.Ela manteve a expressão neutra, engolindo a raiva.— Quero tomar um pouco de ar. Só na entrada, ver as estrelas e a lua. Não vou fugir. — Sua voz soou suave, hesitante, exatamente como ele esperava.Elias hesitou por um momento, então sorriu.— Muito bem. Acho que já posso confiar um pouco mais em você. Mas só por alguns minutos.Ele destrancou a porta e a guiou para um pequeno corredor que levava a
Aurora manteve sua expressão serena enquanto Elias a observava com um brilho satisfeito nos olhos. Seu sorriso era o de um homem convencido de que havia vencido, de que finalmente a havia dobrado. Mas ela sabia a verdade: era apenas uma questão de tempo até que ele percebesse que estava sendo enganado.No entanto, até que esse momento chegasse, Aurora precisava ser convincente.— Quero tentar, Elias. — Sua voz saiu suave, como se estivesse se rendendo ao destino que ele havia escolhido para ela. — Mas preciso de tempo.Elias ergueu a mão e acariciou seu rosto. Aurora conteve o impulso de se afastar, de cuspir no chão e gritar que jamais se submeteria a ele.Ele acreditou.— Eu sabia que você veria as coisas pelo meu ponto de vista. — Elias murmurou, deslizando os dedos pela linha de seu maxilar.Ela forçou um sorriso e desviou o olhar, fingindo estar tímida.— Você quer que eu cozinhe alguma coisa? — Ela perguntou, tentando parecer dócil.Elias riu.— Já está se comportando como minha
Aurora respirou fundo, fechando os olhos por um instante. Sua pele ainda formigava onde Elias a tocou, um lembrete repugnante da situação em que se encontrava. Mas ela não era uma presa indefesa. Não seria mais.Quando abriu os olhos novamente, seu olhar estava diferente. Menos desafiador, menos carregado de fúria. Elias percebeu. Ele inclinou a cabeça ligeiramente, avaliando-a como um predador que sentia o cheiro da primeira rachadura na armadura da vítima.— Está começando a entender, não é, meu amor? — Sua voz era macia, quase gentil, mas Aurora sabia que era só mais um truque.Ela abaixou os olhos, fingindo hesitação. Contar com a própria força era impossível, então precisava jogar com a mente dele. Com o ego dele. Elias queria que ela cedesse, que se moldasse ao papel de companheira dócil que ele fantasiava. Ela lhe daria exatamente isso... mas no seu próprio tempo.— Eu… — sua voz saiu baixa, trêmula. Não era difícil fingir fraqueza, não quando a raiva e o nojo por ele queimavam
A lua estava alta no céu quando Aurora decidiu sair de casa para clarear a mente. Depois da noite intensa com Darius, seus sentimentos estavam um caos. Seu corpo ainda carregava a lembrança do toque dele, do calor, do desejo que a consumiu por inteiro. Mas sua mente tentava resistir, tentando não se perder completamente naquele vínculo incontrolável.Ela precisava de ar.Caminhou até a floresta, onde o vento frio cortava sua pele, trazendo um pouco de lucidez. O problema era que, por mais que tentasse se afastar do Alfa, algo dentro dela sempre a puxava de volta. A ligação era mais forte do que qualquer lógica.Mas havia uma outra questão.Elias.Desde que o conhecera, sentia algo estranho em sua presença. Era reconfortante, mas, ao mesmo tempo, parecia estar escondendo algo.Foi então que o sentiu.O cheiro dele se misturava ao da floresta, sutil, mas presente.— Você não deveria andar sozinha a essa hora. — A voz de Elias soou próxima, suave, mas com um peso diferente daquela calmar