Buenovel

Baixe o livro no aplicativo

Download
Capítulo 7 deus dos trapaceiros

O monte Olimpo estava movimentado com festas, comemorações, afinal o deus da guerra se casaria..

Não importava o quanto eu contasse a verdade ninguém acreditava, estavam tão convencidos da maldade e trevas que acusavam Hades de ter, que ignoravam a própria..

A maldita Hera havia conseguido proteger o filho..no fundo eu desejava que Zeus se apaixona-se novamente por outra.. deste modo ele não era tão dominado por ela..

Eu não saía do meu quarto já fazia uns dias, não tinha interesse em comemorações, não queria ver futuros possíveis vestidos de casamento, e além de tudo não queria olhar para Ares..

Aquele ser vil, monstruoso, mentiroso..

Ouvi batidas na porta, desejei que não fosse Deméter tentando me convencer a sair para o jardim.

— Pode entrar. — exclamei.

Era Apolo na porta, meu coração pulou ao vê-lo.

Apolo havia tido a visão sobre mim.

— Apolo? — me levantei da cama o encarando na porta.

— Perséfone, achei que era hora de vir conversar com você. — revelou trancando a porta.

Apolo era um deus impressionante, sua beleza era invejável, seus talentos também eram, com seu arco e flecha era imbatível, deus da profecia, justiça, artes e líder das musas.

Era sempre chamado de deus sol pelos mortais, embora Hélio fosse o deus sol..Apolo era objeto desse adjetivo por ser brilhante como o sol.

— Bonito anel em seu dedo. — Apolo elogiou caminhando pelo amplo quarto sem desviar seus olhos de mim.

— Apolo, me fale da profecia. — pedi.

Ele sorriu como se eu tivesse dito algo engraçado.

—  Sabe a parte mais inconveniente de ter visões sobre o destino de deuses? —  ele perguntou, fiz que não com a cabeça. — é que com os mortais eu consigo ver claramente tudo que irá acontecer, com deuses não, eu vejo no máximo um deslumbre, indícios, as vezes imagens sem conexão, veja bem Perséfone eu nem se quer sabia que você era a donzela da profecia que eu havia tido a dois séculos atrás. — revelou se aproximando de mim.

—  Mas nesta profecia eu me casava com Ares? — perguntei apreensiva.

—  Eu só sei que a donzela que vi perecia em sofrimento longe do deus dos mortos. —  revelou.

Olhei em seus olhos azuis brilhantes, por um momento me lembrei de um tempo onde eu o olhava com certa paixão.

Não sentia nada disso agora.

—  Você está diferente Perséfone.

Eu me sentia diferente.

—  Apolo, Você é deus da justiça também, interceda por mim nesse casamento. — supliquei.

—  Perséfone, eu já fiz isso juntamente com Hermes, mas de nada adiantou.- contou com pesar nos olhos. —  Hera sabe de toda a verdade mas quer dominar Ares dando você de presente a ele, exatamente como ela fez com Hefestos que agora é o ferreiro dos deuses.- comentou Apolo.

— Deve a ver algum modo para que eu fuja daqui e Apolo, peça ajuda para Ártemis sua irmã me tornar uma de suas caçadoras virgens! — implorei.

Apolo meneou a cabeça em um claro gesto de não.

—  Isso não adianta se você não tem o Apoio de Hera, Athena ou Afrodite, a bem da verdade nem o apoio de Deméter você tem. — constatou negativamente Apolo.

—  Athena concorda com esse casamento Apolo? — perguntei analisando a situação.

—  Todas as grandes deusas estão em concordância Perséfone. — informou Apolo.

—  O que Athena tem a ganhar com esse casamento? — me perguntei em voz alta.

—  Ela e Ares estão brigando a anos nas batalhas dos mortais, ela acredita que você irá deixa-lo distraído digamos assim.. — Apolo respondeu.

Eu me sentia enojada só de lembrar de suas mãos rasgando meu vestido.

Era um verdadeiro selvagem.

— Só mesmo uma grande trapaça para você se livrar deste casamento.. —  comentou Apolo.

Nos encaramos um segundo depois com os olhos arregalados diante do óbvio.

Disseram em uníssono.

— Hermes!

— Hermes!

Este já estava parado a porta com suas sandálias aladas, seu capacete com asas e segurava o caduceu um presente a muito tempo de Apolo.

Sorriu para nós e disse.

—  Achei que você tinha se esquecido dos meus talentos Perséfone.

Meu coração bateu descontrolado ao vê-lo, Hermes nos ajudaria, iríamos dar um jeito nessa situação, eu conseguiria fugir para o mundo inferior, ninguém vai me obrigar a casa com aquele ser vil, eu pensava nesse momento se tinha sido a ideia mais inteligente ter ido embora do único lugar onde Ares não ousaria ir atrás de mim, o reino de Hades.

Toquei o anel pensando naqueles olhos cinza claros e enigmáticos...

Nota da autora.

Hermes é o deus dos trapaceiros, ladrões, das viagens e dos viajantes, da astúcia e responsável pelos golpes de sorte e de adivinhação filho de Zeus e da misteriosa ninfa Maia, a mais jovem das Plêiades também chamada de noite.

Filho da luz espiritual com as trevas primordiais, era um fiel mensageiro dos deuses e igualmente mensageiro do mundo das trevas.

Um guia das almas mortais até os portões de Hades, desde a infância pregava peças e roubava dos deuses.

Quando criança roubou partes do rebanho de Apolo e o enganou astutamente, quando descoberto se justificou sendo apenas uma criança.

Apolo previu em suas visões que Hermes se tornaria o deus dos ladrões, e com o tempo cuidou de Hermes mostrando um caminho de honra.

NÃO ESQUEÇA DE AVALIAR O LIVRO 

É MUITO IMPORTANTE 

Próximo Capítulo