LYRA "Aztoria, tem mais alguém por perto, você detecta alguma armadilha?" perguntei à minha loba, olhando alerta para todos os lados. "Não, só aquele cara intenso e chato dentro daquela cabana"Caminhei até a entrada e abri a pele de animal. A matilha estava praticamente vazia, todos tinham saído atrás de carne.—Diz aí, o que você quer? —fiquei de pé, enquanto ele esperava sentado num tapete. —Você ainda pode se arrepender da escolha que fez... —Ah, é? E por que eu faria isso? Drakkar é o macho que eu gosto —falei na cara dele, esperando que não viesse com o mesmo papo furado. —Porque ele só teve sorte ou fez alguma coisa estranha, mas o que eu vim te propor é muito mais vantajoso —começou a me tentar:—Na verdade, eu nem te queria pra mim.Ergui a sobrancelha com essa revelação.Não acreditei em nada. Os olhos cheios de luxúria naquele momento me disseram o contrário.—Verak fez um acordo comigo. Sabia que eu era o guerreiro com mais chances. Diante da matilha, eu te tomaria co
NARRADORA—O que aconteceu, Nana?! Quem te machucou?—Mamãe, o Verak... o Verak ia enganar todo mundo pra ficar com aquela mulher... —ela soluçava, contando entre choros o que ouviu na cabana.—Calma, calma... talvez tenha sido uma armadilha daquela bruxa pra te humilhar. Não fica assim —acariciou suas costas, aflita.Essa era a filhote que ela teve mais velha, quando achou que não teria uma herdeira.Nana era sua menininha. Como Verak ousava querer transformá-la na piada da matilha?E aquela mulher... mais uma vez a Lyra... se ao menos não tivesse aparecido...Ela precisava se livrar dela. E do Drakkar também!Aquele macho estava virando o perigo que ela sempre temeu!Ela não viveria para sempre, e Nana precisava se tornar a próxima Luna Curandeira. Precisava da influência de Verak como o futuro Alfa.Gertrudis cerrava os dentes, cheia de ódio e estratégias, enquanto consolava sua filhote.Ela podia denunciar Drakkar, mas no fundo, sempre teve medo dos mistérios dele.O antigo mestre
DRAKKARCerrei os dentes com todos os músculos contraídos.A mãozinha dela se movia pra cima e pra baixo, cada vez mais rápido e gostoso.Meus testículos pulsavam de dor, o cheiro do cio me enlouquecia.Seus peitos macios colados nas minhas costas encharcadas de suor, ofegando no meu pescoço.— Mmm, Drakkar, goza pra mim… —os gemidos dela me fizeram rosnar e empurrar meus quadris pra frente com urgência e luxúria.Desci minha mão mais bruta e apertei a dela, gemendo rouco, perdido em todas as sensações que Lyra despertava no meu instinto animal.Lembrava da sensação da boceta dela, mmm, da maciez apertando meu pau, do corpo dela submisso sob o meu.— Agggrr —rugido escapou de mim enquanto me esvaziava entre os dedos dela, meu pau pulsando a libertação, jorrando na pedra da parede.Sshhh, essa fêmea me deixa louco, não consigo parar de desejá-la. Por quê?Quero montá-la desesperadamente, devorar ela inteira e nunca mais deixá-la sair do meu lado.— Lyra… —gemi rouco o nome dela, tentan
LYRANunca estive tão frustrada e com tanta raiva. Drakkar está se mostrando mais teimoso que uma pedra.“Lyra, acho que já posso sair, preciso gastar energia porque tô seriamente pensando em morder a bunda de certo selvagem.”Aztoria me disse do nada, e eu concordei.Escapei da caverna e me afastei da matilha.Quando tive certeza de que ninguém me seguia e não havia perigo, tirei a roupa.Pra falar a verdade, minhas roupas já estavam um desastre. Devia pensar em usar pedaços de pele, mas são muito ásperos e primitivos.Depois resolvo isso. Agora, invoquei a transformação.Fechei os olhos e aproveitei a dor de libertar meu lado animal.Caí no chão de quatro, as gengivas incharam e se abriram pra dentição afiada.Meu rosto se alongou num focinho, meus membros estalaram, cada osso e músculo se fundindo num novo ser.Senti minha pele queimar e os poros se abrirem pra deixar sair uma pelagem densa.Levantei a cabeça e o rugido de Aztoria ecoou entre as árvores altas.Mergulhei no meu mund
LYRAPor um segundo, achei que era aquele chato do Verak me seguindo, mas nem tive tempo de reagir quando fui cercada por braços fortes.—Lyra! —a voz ansiosa de Drakkar soou sobre minha cabeça, o coração dele batia forte contra meu ouvido.—Drakkar…—Por que você saiu sozinha da matilha e veio tão longe?! Isso é perigoso! —ele se afastou me segurando pelos ombros, os olhos aflitos.Eu podia sentir a preocupação dele.—Eu… só vim tomar banho…—Você devia ter me esperado. Eu pensei… pensei… —as pupilas dele tremiam, as sombras das runas começaram a se espalhar pela pele enquanto ele lutava pelo controle.“O bobinho achou que a gente ia fugir sem ele.” Aztoria também entendeu o que Drakkar sentia. “Meu boneco lindo, sem você eu não vou pra lugar nenhum, amor.”—Drakkar, eu não ia fugir, você disse que ia caçar…Ele voltou a me abraçar, me afundando nos peitorais dele, com as mãos na minha cabeça e nas costas, me apertando tão forte que quase doía… mas minha alma tava derretendo de doçur
LYRA Me lancei pra puxá-lo, mas aquele corpo enorme e ágil já tinha saltado pra trás. —Drakkar, que susto —revisei ele, a pele avermelhada, mas sem queimaduras. —Lyra, assim tá bom? —ele perguntou, olhando pros quatro moldes, cozinhando em fogo lento. —Temos que esperar até amanhã… acho que sim —respondi suspirando. E de verdade, eu esperava que essa fundição rudimentar funcionasse. No dia seguinte, marcharíamos pela selva perigosa até aquela matilha que ficava a alguns dias de distância. O pior é que eu e Drakkar não tínhamos nada pra trocar, mas se essas armas funcionassem, caçar pelo caminho seria moleza. Dormimos só algumas horinhas, e logo antes do nascer do sol, corremos de volta pra caverna pra ver se a fundição tinha dado certo. ***** —Ai, não! —suspirei desapontada ao retirar o primeiro molde. De novo, Drakkar usou aquele tronco como se fosse uma pá. —Quebrou de um lado, entalhei fino demais —ele franziu a testa, se culpando porque a Gaia tinha escorrido por uma fen
NARRADORAA manhã avançava e a fila de lobisomens se movia silenciosa e apressada pela selva. Sempre em alerta e atentos a ataques de predadores. Felizmente, não houve grandes incidentes, só precisaram correr de um pequeno grupo que os perseguiu, mas todos se aproximavam em segurança do primeiro ponto de descanso. — Depois daquelas árvores grandes, tem um lago que é bem seguro, os troncos não deixam passar feras grandes — comentou o guerreiro experiente para Verak.Atrás deles, os outros caminhavam mais tranquilos. — Ei, olha o Drakkar carregando a fêmea dele, por que você não faz o mesmo comigo? Lyra observava com diversão a conversa de uma mulher com seu macho. — Ela é uma loba delicada, mas olha pros seus pés, você é capaz de quebrar pedra com essas crostas. — Mas você é uma... — Pft - Lyra tampou a boca pra não cair na gargalhada, mas os outros homens não foram tão discretos e explodiram em risadas e gozações.As poucas fêmeas que restavam sorriram com simpatia pra mulher.
NARRADORA— Uau, que lindo! —a vista do lago era espetacular, cercado por montanhas e uma floresta densa.Era um lugar bem agradável e tranquilo. Alguns se jogaram na grama, cansados de andar o dia todo, e outros foram buscar água fresca pra aliviar a garganta. Drakkar abaixou sua preciosa carga das costas, sentando-a sobre uma pedra. — Lyra, suas pernas estão doendo? —perguntou ele, olhando angustiado pra algumas partes da pele dela que tinham ficado vermelhas por causa do sol. Lyra estava mais doce que mel, ela só tinha se jogado feito uma preguiçosa sobre os músculos do companheiro. — Não, tô bem. E você? Tô pesada? —ela estendeu a mão pra acariciar a barba dele, e Drakkar negou com a cabeça, fechando os olhos e aproveitando o toque dos dedos dela. De longe, pareciam exatamente o que eram: duas pessoas com sentimentos muito profundos um pelo outro. — Drakkar, bora caçar, vimos uns Stalodontes por perto! —os guerreiros estavam animados e as mulheres já começavam a acender as f