Eles descem a montanha e passam pelo portão de castelo, pela casa de Eliza e seguem em direção ao porto, descendo a preciosa ladeira. Ao chegar à entrada do porto, avistam Eliza sentada na beirada da ponte do cais junto com um rapaz loiro e de cabelos lisos compridos, sorrindo demasiadamente.
Juvenal espia o chefe pelo espelho interno central e vê as narinas de William abrirem e fecharem. Sua raiva é tamanha que pela primeira vez, ele salta daquele carro e vai até o casal.
— Eliza! — Chama-a com uma voz grave, fazendo Liz dar um pequeno pulo de susto.
— Sr. William? — Ela fica muito surpresa ao vê-lo ali. E tão cedo.
— Me acompanhe até o carro. — O chefe profere. Ela olha para Maurício que estranha tudo aquilo.
A expressão de William é de poucos amigos. Ele
Ele puxa a cadeira para perto dela e os dois começam a discutir as demais passagens da apresentação, os tipos de imagem que ele deveria colocar baseado na oratória e assim o CEO começa a apresentar tudo à medida que ela vai construindo a apresentação.Já é quase meia-noite quando ela conclui o trabalho.— Eliza, ficou ótimo o trabalho! Realmente! Meus parabéns!— Às suas ordens senhor. Muito obrigada! — Ela sorri para ele. — Eu preciso ir.— Não vai comer o mousse da Iola? — ele a questiona. Liz busca as horas no relógio e vê que ainda dá tempo provar a iguaria.— Acho que dá tempo. — Eles riem. Retornam para a luxuosa copa onde havia a mesa de madeira gigante que devia caber umas catorze pessoas.
— Ah Lara, que bom que está aqui. Preciso desabafar... — Diz. — Não foi necessário fazer qualquer teste, ele é mesmo o Will. — Conta.— O quê? — Lara grita e Liz tapa sua boca com a mão.— Shiii! Aquiete-se Lara, vai chamar atenção sua doida!— Como você quer que eu não grite diante dessa informação? —Agora ela sussurra e Eliza lhe olha de canto de olho.— Não precisa exagerar Lara, fale normal, só não grite! — Liz volta a olhar em direção ao mar antes de continuar — Eu notei o anel no dedo dele. O tal anel que eu vi cair àquela noite e levantei para pegar.— Ave Maria mãe do céu! E aí? O que você falou? Não, melhor, o que ele disse? — A loira questionou.<
— E se você encontrasse novamente esse rapaz que lhe beijou? Como seria? — Perguntou, sabendo que era um risco de ela desconfiar de algo. — Não seria. Eu não tenho como saber quem ele é. — Ela mente, olhando as unhas. — Ele estava usando máscara. E duvido que queira algo sério comigo após a pitomba que lhe dei. Duvido muito que se lembre de mim, também. — Conclui e ele finge concordar. Acabam mudando de assunto e Lu passa a falar dele, da sua infância, da época da escola e de como descobriu que era gay. De como a família o expulsou de casa, revelando que fora William quem o acolheu. O único que ficou ao lado dele. Liz ouvia a tudo atenta. Às vezes ela chorava junto com Luciano, tanto pela história triste, quanto por muita coisa lembrar a história dela mesma. Eles tinham muito em comum. Os dois se abraçaram e depois foram comer. Enquanto Liz foi ao sanitário, Luciano atendeu ao celular que toc
Nina tem o forte pressentimento de que logo, logo, esse namoro vai desencantar, e eles se renderão a paixão avassaladora que os tomou desde aquele bendito dia do baile. Liz de despede de Nina quando o sol se põe e volta para casa. Ela prende os cabelos num coque para não chamar atenção da cidade para seu novo visual. Luciano entregou pessoalmente todas as sacolas com as roupas e sapatos a Dudu. Eliza adentra sua casa, mas Dudu não estava. Ela segue para a cozinha e para sua surpresa, há uma torta de amoras sobre a mesa. Há também um saco de amoras frescas e inteiras e um pote de geleia de igual sabor. Ela estranha. Serve-se de uma fatia da torta e come, apreciando de olhos fechados o sabor espetacular da sobremesa preferida. Quando termina de comer a torta, pega uma tigela e coloca algumas amoras frescas dentro, lavando-as consigo para seu quarto. Senta-se de frente ao
O vento começa a ficar cada vez mais frio, o fazendo sentir a necessidade de voltar para o cômodo. Ele fecha a porta de vidro que dá acesso à varanda, fecha as cortinas com o controle remoto e se deita na cama. Ao lado, na mesinha de cabeceira, está o celular dele. O pega e sente uma vontade imensa de conversar com Liz. De certo modo, falar com ela supre a sua necessidade de vê-la.Então ele nota que já passou há muito tempo da meia-noite e que ela já devia estar dormindo, visto que no dia seguinte teria que acordar bem cedo para organizar o hotel que iria receber os importantes hóspedes. Sendo assim, desistiu.Ainda não seria dessa vez que William conheceria Ching, pois este tinha compromissos e não podia vir, mas o irmão dele e alguns dos membros mais importantes da empresa estariam presentes.Uehara, e Xi Yangzhou eram os d
— Esperamos que os senhores gostem da hospedagem e se houver algo que os incomode, não se sintam envergonhados em nos dizer. — Eliza reproduz os dizeres de Antônio e o japonês o responde fazendo Eliza ouvir e repassar para Antônio.— Tenho certeza de que vamos adorar. Estamos ansiosos pelo evento de amanhã e queremos muito saber sobre a palestra que William preparou para nós. — Antônio sorri e Carolina também. Eles se despedem de Liz e dos homens e voltam para a empresa, deixando Juvenal com a Mercedes Vito e indo embora com o sedan.Os japoneses avisam a Eliza que querem ir para seus quartos dormir e tomarem banho e combinam de às 15h ela vir buscá-los para levá-los na Vila, conforme combinado no carro. A garota sorri agradecida e os leva pessoalmente às suas acomodações. Ela os informa do almoço e eles
— Não é nada senhor. A futura noiva do senhor Firenze está questionando o que tenho conversado com os Japoneses e disse que tudo que eu dissesse deveria passar pelo aval dela. E eu apenas respondi que o Sr. William me deixou livre para lidar com nossos visitantes. E que qualquer coisa, ela questionasse a ele, estou errada? — Antônio sorri.— Não, Eliza — ele se volta para Helena. — De onde saiu essa sua história de noivado, Helena? Desde quando você é a futura noiva de William? Que eu saiba não existe nada entre vocês. — Antônio se corrói por dentro. Se estivesse a sós com a prima, poderia recriminá-la por estar estragando ou complicando o plano de William e expondo algo extremamente confidencial.Com a fala dele, agora é Eliza a sorrir para ela, mas por dentro Liz sente vontade de chorar.